Mudança e transformação
“Vivemos tempos de uma velocidade alucinante.” Tão alucinante que a própria frase, tantas vezes repetida, parece já ter envelhecido. Eventos políticos, sociais e climáticos extremos sucedem-se a um ritmo vertiginoso, com impacto profundo no nosso quotidiano. As alterações climáticas forçam, de forma cada vez mais violenta, milhares de pessoas a procurar refúgio noutros lugares do planeta. Conflitos armados, crises humanitárias e abalos geopolíticos reconfiguram o mundo diante dos nossos olhos, desviando a nossa atenção de uma urgência para a seguinte, quase sem tempo para compreender plenamente o que está em curso.
Estes tempos de mudança e, em muitos casos, de profunda transformação, têm inevitavelmente marcado o processo artístico dos criadores. Muitas das obras que acompanhamos refletem, de diferentes formas, esta condição de instabilidade, deslocação e reinvenção. Vemo-lo na reflexão sobre a impermanência proposta por Inbal Ben Haïm em Anitya – L’Impermanence; no peso, físico e simbólico, que carregamos quando partimos e escolhemos habitar um outro lugar, em How Much Do We Carry?; no mergulho em processos de transição apresentado pela companhia La Víspera em Fragmentos; ou nas transformações silenciosas e contínuas que atravessam uma vida partilhada, como veremos em Qui Vive, da companhia Adhok.
Mas também o Festival se transforma. Primeiro uma cidade, depois três, logo quatro e, agora, cinco: com a chegada a Viana do Castelo, o território de ação do Vaudeville Rendez-Vous expande-se e renova-se. O circo chega a uma nova cidade e, com ele, a possibilidade de encontro, mudança e transformação.
Vamos transformar a cidade?
julho
15 jul. • 15h
Theatro Gil Vicente
Largo Dr. Martins de Lima
Preço
Município de Barcelos - Theatro Gil Vicente
Promotor
Partilhar nas redes