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ZOOM | CINEMA | Contos da Lua Vaga | Kenji Mizoguchi

2017-09-07 21:30 23:10
Teatro Gil Vicente | | Barcelos
Geral: 3,5€ - Sócios ZOOM: entrada livre

"Ugetsu Monogatari" não é só o mais célebre título da obra de Mizoguchi, mas provavelmente também o mais complexo e o preferido de inúmeros cinéfilos, sejam eles "mizoguchianos" ou não. Uma extraordinária experiência narrativa, que mistura um clássico da literatura japonesa, lendas chinesas e ainda umas pitadas de Maupassant (sem falar no teatro tradicional japonês), para criar um universo fantástico (inclusive em termos visuais) onde tempo e espaço se dissolvem e se transformam numa "coisa mental". Texto: Cinemateca Portuguesa

 

Título Original: Ugetsu Monogatari
De:
Kenji Mizoguchi
Com:
Kinuyo TanakaMachiko KyoMasayuki Mori
Género:
Drama
Outros dados:
JAP, 1953, Preto e Branco, 96 min.

 

O trabalho de Mizoguchi é bastante conhecido pela sua proteção feminina característica. Foi considerado o primeiro grande diretor feminista, embora o público de hoje possa achar que seus temas não se delineiam com o conceito atual de feminismo. Revelou a posição feminina na sociedade japonesa como humilhante e oprimida, e demonstrou que as mulheres podem ser capazes de maior nobreza entre os sexos. Fez muitos filmes sobre os apuros das gueixas, mas seus protagonistas podem derivar de qualquer lugar: prostitutastrabalhadores, ativistas de rua, donas-de-casa e princesas feudais. Seus filmes têm uma estética remanescente da arte japonesa. Prefere planos longas, encenação pictórica, raramente utilizando o close up tão valorizado pelo cinema do Ocidente; uma cena típica pode demorar poucos minutos e dar ênfase à luminosidade e ao cenário — tal como o trabalho de Josef von Sternberg. A essa beleza formal soma-se o envolvimento do público com o tema, e à habilidade com que o realizador provoca simpatia pelos protagonistas. Suas melhores obras são extraordinariamente comoventes.

Ficou conhecida também a obsessão de Mizoguchi por repetições de tomadas, que em muitos casos se tornaram um pesadelo para suas atrizes. Sua preferência por planos longos significava que não havia espaço para erros: conta-se que, em alguns casos, ele chegou a rodar cem tomadas de um mesmo plano. Kinuyo Tanaka, atriz que trabalhou regularmente com Mizoguchi, relatou certa vez que Mizoguchi pediu-lhe que lesse uma verdadeira biblioteca como preparação para um papel. in Wikipédia


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