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b fachada

2019-03-30 22:00 23:30
Teatro Gil Vicente | | Barcelos
5 euros

Escreve canções que dão mostras de ser recebidas como ciência social, mas o inverso também é verdadeiro. tem muitos descendentes, mas é mais que a soma dos por si influenciados. Na música popular portuguesa do século xxi não há outra figura como b fachada, que chega a Barcelos para apresentar o disco “viola braguesa x”, uma reedição do ep “viola braguesa” de 2008. "Ficou para a efeméride dos 10 anos regravá-lo de maneira a que amigos e parentes o pudessem desfrutar de novo. Desta vez na sua própria casa, partilhando o trabalho com a minha própria família, cá se foi arranjando um lugar novo para as canções, somando-lhes a careca, a condescendência, e alguma da manha acumulada nestes 120 meses de azar." e aqui ficou um trabalho caseiro, familiar, mais tradicional.

Na bagageira tem três mini álbuns charneira (“há festa na moradia”, “deus, pátria e família”, que aparentou parar o país, e “o fim”, com que anunciou uma pausa sabática) e seis registos de longa-duração (da discussão das questões de moral associadas ao universo infanto-juvenil de “b fachada é pra meninos” e do manifesto de pop batumada que foi “criôlo” até ao homónimo de 2014, criado com recurso a samples burilados, programações barrocas, batidas apátridas). o seu impacto conjunto testa os limites daquilo que, neste domínio, se entende por produção cultural.

b fachada é bernardo fachada, nascido em 1984, estudou música no instituto gregoriano de Lisboa e aprendeu piano. Mais tarde, frequentou a escola do hot clube de portugal e, na universidade, cursou estudos portugueses. Desde 2007 tem-se notabilizado por um espantoso, e até certo ponto impiedoso, ritmo de edições, através do qual frequentemente subverte o cânone e converte os dogmáticos, baralha as expetativas e expetora a maralha, coça rótulos, caça ruturas.


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