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“BRITO LIMPO: INVENTOR E CIENTISTA BARCELENSE” - CONFERÊNCIA POR ...

2013-03-15 21:30 23:30
Entrada Livre

A segunda conferência das “Tertúlias na Biblioteca” vai realizar-se no próximo dia 15 de Março, pelas 21.30 horas, na Biblioteca Municipal de Barcelos, alusiva ao tema “Brito Limpo: Inventor e Cientista Barcelense”. Será conferente António Júlio Limpo Trigueiros, barcelense, sacerdote da Companhia de Jesus e investigador conceituado. Proferiu mais de uma vintena de conferências e comunicações sobre os jesuítas e os seus principais mestres, tais como S. João de Brito, S. Francisco Xavier, Eusébio da Veiga e João Ramos Vieira, mas também sobre figuras barcelenses, como D. António Barroso, o Corregedor João Nepomuceno, seu parente e Felgueiras Gayo. Francisco António de Brito Limpo, além de notável geodésico, teve uma participação ativa no projeto das expedições africanas de 1884/1885, de Brito Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto. Além disso, foi o autor da planta da Basília do Sameiro.

Francisco António de Brito Limpo

Nasceu em Remelhe, em 7 de Dezembro de 1829 e faleceu em Lisboa, em 8 de Abril de 1891.

Era filho de Bernardo Limpo da Fonseca, o primeiro filho de João Neponucemo Pereira da Fonseca, Desembargador da Casa da Suplicação e cavaleiro da Ordem de Cristo e de Ana Joaquina de Miranda

Foi casado com Adelaide Augusta da Costa, da qual teve três filhas, Francisca Maria Isabel, casada com José Gomes Serra, abastado proprietário deste concelho, Maria José, casada com o oficial de cavalaria, José Simões da Silva Trigueiros e Ana Adelaide, casada com o político, Dr. José de Castro Figueiredo de Faria.

Destes enlaces surgiram os três ramos de família: Brito Limpo Serra, Brito Limpo Trigueiros e Brito Limpo Faria.

Completando, com apenas 21 anos de idade, a sua licenciatura em matemática na Universidade de Coimbra, assentou praça no ramo de engenharia, em 28 de Julho de 1853, matriculando-se na escola do exército.

Prosseguindo uma notável carreira militar, ascende a alferes a 27 de janeiro de 1857 e a tenente cerca de dois anos depois. Promovido a capitão, em 8 de Novembro de 1871, a major em 8 de Julho de 1880, a tenente coronel em 10 de Outubro de 1883 e a coronel em 21 de Novembro de 1888.

Notável Geodésico

Professor da Escola do Exército, notável cientista e inventor, Brito Limpo destacou-se no campo da geodesia e da topografia do chamado «nível Brito Limpo» que foi premiado na Exposição Universal de Paris, de 1867 e obteve o diploma de prémio e a medalha de grande Exposição do Centenário da Independência dos Estados unidos, de 1876, em Filadélfia.

Mas, para além de ter publicado numerosos trabalhos científicos, não se ficou por aqui a acção deste ilustre barcelense. Tendo contribuído para a formação da Comissão de Cartografia, em 1883, teve uma acção determinante no projecto das expedições africanas de 1884/1885, de Brito Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto.

Secretário e depois vice-presidente (sendo presidente o eng.º João Crisóstomo d’ Abreu e Sousa – ministro de estado honorário) da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, cerca de 1870, vogal da Comissão Central de Geografia, sócio da Academia Real das Ciência, recebeu, na época, várias condecorações do rei D. Luís: Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada (1888) e Comendador da Ordem Militar de Avis (1881).

Autor da planta do Sameiro

Uma faceta praticamente desconhecida da vida deste célebre engenheiro militar é a que se relaciona com o facto de ter sido autor do projecto da planta da Basília do Sameiro, em Braga. Assim se conclui da correspondência enviada pelos padres, Martinho António Pereira da Silva e João Dias Corrêa, capelães da referida basílica.

Enquanto o coronel de engenharia Francisco António de Brito Limpo permaneça quase que um desconhecido para a grande maioria da opinião pública, a vereação da nossa câmara municipal, por proposta do Dr. António Ferraz, decidiu em 1901, atribuir o seu nome a uma artéria de Barcelinhos, anteriormente denominada rua da Boavista.

António Júlio de Faria Limpo Trigueiros

Sacerdote da Companhia de Jesus, é rofessor de História e Português no 2º Ciclo do Ensino Básico, no Colégio S. João de Brito, em Lisboa.

É Diretor da Biblioteca da Casa de Escritores da Revista BROTERIA e Membro dos Conselhos de Direcção e de Redação da referida Revista, desde 2008.

Nasceu em Barcelos, em 21 Outubro 1966. É filho do Engº José Júlio de Brito Limpo Trigueiros e de D. Maria Isabel Leal Limpo de Faria Trigueiros, infelizmente já falecidos.

Depois de ter feito a instrução primária no Colégio Menino Deus, em Barcelos, prosseguiu os seus estudos na Escola Secundária de Barcelinhos.

Licenciou-se em Filosofia e Humanidades, pela Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, em 1996.

Em Roma, Itália, na Pontifícia Universidade Gregoriana, depois de ter feito o Bacharelato em Teologia, com a classificação final Magna Cum Laude, concluiu, em 2004, a Licenciatura em História Eclesiástica, na área específica de História Moderna, com a dissertação final intitulada “Para morrer todo o mundo - entre a extinção e a sobrevivência dos jesuítas portugueses refugiados nos Estados Pontifícios”, com a classificação final Summa Cum Laude.

Bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, desde Outubro de 2007, é Doutorando em História Moderna na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, sob orientação do Prof. Doutor Miguel Correia Monteiro, desde Setembro de 2007, a desenvolver a tese sobre o tema “Os Jesuítas portugueses no exílio no período pombalino e pós-pombalino”.

Entre 2003 e 2006, foi responsável pela Pastoral Universitária, no Centro de Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loyola, no Porto.

É Assistente Religioso e sócio fundador da Associação de Visitadores de Reclusos “FOSTE VISITAR-ME”, com sede no Porto e das Equipas de Casais de Nossa Senhora e das Comunidades de Vida Cristã.

O Dr. António Júlio Trigueiros é Sócio do Instituto Português de Heráldica (desde 1984), da Associação Portuguesa de Genealogia (desde 2007) e do Instituto de Genealogia e Heráldica da Universidade Lusófona Portuguesa (desde 2005).

É Membro do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias pertencente à Faculdade de Letras de Lisboa).

Proferiu mais de uma vintena de conferências e comunicações sobre os jesuítas e os seus principais mestres, tais como S. João de Brito, S. Francisco Xavier, Eusébio da Veiga e João Ramos Vieira, mas também sobre figuras barcelenses, como D. António Barroso, o Corregedor João Nepomuceno, seu parente e Felgueiras Gayo.

Colaborador da “Barcelos Revista”, revista da Biblioteca Municipal de Barcelos, publicou “A Heráldica e a Genealogia no Concelho de Barcelos, I e II (em co-autoria com Artur Vaz Osório da Nóbrega) e “Os Paes de Barcelos – Subsídios genealógicos para a biografia do Presidente da República Sidónio Paes (em co-autoria com Armando B. Malheiro da Silva).

Também tem colaborado na “Dislivro Histórica”, onde publicou “Casas Históricas do Antigo Termo de Barcelos, “A Casa de Nossa Senhora das Necessidades, em Barqueiros” e “ A Casa de Amins, em Chorente”.

Mas a grande obra do Dr. António Júlio Trigueiros, que muito dignifica o autor e a cidade de Barcelos, é o livro “Barcelos Histórico Monumental e Artístico”, publicado em 1998, em co-autoria com Eugénio Andreia da Cunha e Freitas e Maria da Conceição Cardoso Pereira de Lacerda, pelas Edições APPACDM, Braga.

Publicou ainda, nas respectivas actas, duas conferências, “Raízes Alentejanas de S. João de Brito, proferida no Colóquio comemorativo dos 250 anos do nascimento de S. João de Brito no Palácio do Beau Sejour, em Lisboa, em 1997 e “Xavier – E a Europa? – Apelo às Universidades europeias e instrução acerca do Oriente. O estabelecer de pontes entre Ocidente e Oriente”, proferida na V Semana de Estudos de Espiritualidade Inaciana, em Fátima, em 2002.

Colaborou na obra “Figuras limianas”, (coordenada por João Gomes d’Abreu e Lima) publicada pelo Município de Ponte do Lima, em 2009, sendo autor dos artigos relativos ao “Padre Gonçalo Rodrigues”, ao “Padre Sebastião Gonçalves”, ao “Padre Manuel de Barros” e a “Manuel José da Costa Felgueiras Gayo”.

O seu último livro, publicado em co-autoria com Maria de Lurdes Craveiro, no ano passado, é “A Sé Nova de Coimbra”, edição do Ministério da Cultura / Direcção Regional de Cultura do Centro.

Esta obra resulta do trabalho de Consultoria Científica no projecto de restauro da Sé Nova de Coimbra (antigo Colégio da Companhia de Jesus), entre 2004 e 2007.


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